21 de Novembro de 2011

A crise e as novas oportunidades for the boys

Ele há coisas fantásticas.
Para quem perde tempo a ler os meus textos, poderá lembrar-se que já faz uns anos que falei no fim da democracia tal como a conhecemos. Agora, vem a crise e começam os políticos a dizer o que eu já disse com anos de antecedência.

Neste momento tenta salvar-se o que não tem salvação. O sistema é podre, está a afogar-se e esperneia-se para tentarem continuar à tona. Em rigor, há falta de dinheiro de uns lados, puxa-se de outros, quando deixa de haver de outros lados, espreme-se mais um pouco o povo enquanto se pode e depois já não há por onde espremer mais. Uma pessoa arrasta outra, uma empresa afoga a outra, várias empresas afogam o país e o país arrasta os seus vizinhos. Eventualmente voltaremos a ter uma grande depressão e, ou caminhamos para uma nova era de regimes de extrema-direita, ou todo o sistema económico e politico será alterado de tal maneira que nada será como antes. O capitalismo tem o mérito no que toca ao individuo conseguir subir por mérito. O comunismo atrofia o individualismo mas tem a favor o estado social.
Bom, veremos.


Hoje li duas coisas curiosas. A primeira reporta à RTP e ao fim da publicidade no canal publico.
Mas alguém esperava alguma coisa de diferente depois do Pinto Balsemão andar por ai a espernear a dizer que era concorrência desleal? A malta do PSD começa a colaborar com os boys…
E eventualmente a televisão e radio “publica” termina e ficam apenas os privados como um bom país capitalista deve ser… Eventualmente tudo o que é serviço publico e função pública, acabará na mão dos privados…
Com o fim dos contractos colectivos de trabalho, acabam-se os sindicatos, pelo menos as centrais sindicais, e acabam as greves. Depois é passar tudo para os privados que o povo reclama, mas não tem força colectiva para fazer nada.

Outra situação foi a notícia que o Alberto João vai gastar 3 milhões nas festividades de Dezembro. Vergonha dos madeirenses que voltaram a votar nele, falta de vergonha do próprio que enterra as finanças da ilha e insiste, passando já os 3 milhões para as contas do próximo ano, vergonha do governo central que ampara estas vergonhas todas e vergonha nossa, os do continente que andamos a pagar impostos para que a malta na Madeira possa ver um fogo-de-artifício bonitinho.



Ainda que falem na retoma, alguns em 2013, outros em 2014, não espero nada de positivo para os próximos 10 anos. 

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