O país está de facto em crise, disso não há dúvida.
As únicas coisas que não apresentam crise são os impostos e as dividas que continuam a crescer a uma velocidade estonteante. São como uma espécie de parasita que do nosso ponto de vista não são particularmente agradáveis, mas do ponto de vista dos próprios, é sinal de sucesso.
Senão repare-se, o poder de compra encolheu, o que fica na carteira encolhe, as vias do TGV encolheram de uma obra megalómana para algo igualmente megalómano e doentio que é o TGV de apenas uma linha. É sempre agradável saber que algures, há outro comboio a circular a uma velocidade elevada na mesma direcção mas em sentido contrario… Pensamento do passageiro: “ E se um não se lembra de travar?”
Agora o António Costa quer encolher o número de faixas da Av. 24 de Julho de duas para cada sentido para apenas uma. Depois de dar uma coloração a Lisboa como a que existe nas triagens dos hospitais, agora consta que quer encolher o trânsito não pelas soluções mas pelo estrangulamento.
Muita gente vai de facto ter acidentes vasculares cerebrais se tiver de usar a CRIL ao invés da 24 de Julho…
O que mais tem tendência a encolher é o consumo de anti-depressivos e ansioliticos. Curioso que em crise isto tenha tendência a diminuir? A malta não tem dinheiro para os comprar pah! A carteira já encolheu, e para manter o estômago satisfeito, a depressão terá de esperar por dias melhores. Curioso que uma fatia má da vida que supostamente surge de uma fase má tem de esperar que a vida melhor para ter a sua vez.
Lá está, mais uma vez a pirâmide de Maslow prevalece… primeiro as necessidades básicas e depois tudo o resto!

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